Unir conteúdos escolares com atividades prazerosas é a melhor forma de envolver as crianças no processo de aprendizagem. Pensando nisso, muitas pesquisas surgiram em torno de como a arte do origami pode ser desenvolvida em sala de aula com a finalidade de introduzir, de maneira criativa, conceitos interdisciplinares. As respostas a essas pesquisas são surpreendentes. Além de ser um auxílio de peso em conceitos da matemática, também é possível trabalhar interpretação e produção textual, ciências, história e outros conteúdos programáticos por meio do origami.

Separamos, então, algumas dicas de como inserir origami no dia a dia da sala de aula:

  • Matemática: trabalhar com dobraduras estimula a conduta motora, a percepção espacial. Portanto, podem ser trabalhados os conceitos de geometria, reta, linearidade, pontos, vértices.
  • História: é interessante que o aluno saiba onde surgiu a arte do origami, as técnicas utilizadas e a evolução da mesma associada à história do país e das guerras em que esteve envolvido.
  • Geografia: o aspecto físico do país também pode ser abordado, já que o origami estimula a função mnemônica, que é um auxiliar da memória associada à informação pessoal e espacial.
  • Ciências: trabalhar com origamis em forma de plantas ou animais e introduzir programas de conscientização e preservação da natureza, levando em consideração o fato de que a celulose que compõe o papel é extraída das árvores.
  • Português: nas séries iniciais, podem ser desenvolvidos origamis em forma de letras, para que as crianças possam formar palavras. Em séries mais avançadas, o professor pode propor redações com relatos dos trabalhos realizados, deixando também espaço para a criança expressar a própria opinião.

Bárbara Katherinne é jornalista.