A curiosidade natural do estudante será atiçada e o professor obterá um considerável retorno da turma

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Não. Não é sentado esperando que uma ideia extraordinária surja, que o projeto didático vai se desenvolver.

Existem diferentes formas de planejar e executar um projeto didático. Embora seja uma das mais desafiadoras, a maneira explicada aqui é uma das mais cativantes e motivadoras tanto para o professor quando para o aluno. A questão é simples!

A partir do estabelecimento de uma situação problema, é o aluno o principal agente na busca de soluções. O professor, percebendo a curiosidade natural dos estudantes, se aproveita da motivação e contagia toda a turma. Isso levará a pesquisa a ser significativa, enriquecendo e aprofundando o conhecimento de novos conteúdos.

Veja a seguir o que a professora e mestre em Psicologia Escolar, Eliane Paroschi, orienta para desenvolver um projeto didático

1- O professor deve estar atento a qualquer indício de curiosidade sobre diferentes assuntos demonstrada no dia a dia pelos próprios alunos.

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Um ninho sendo construído na janela da sala de aula; o trabalho de uma escavadeira ao lado da escola; galinhas do vizinho que “invadem” o pátio da escola chamando a atenção de todos. Todas essas situações podem desencadear um projeto que deve iniciar com uma indagação.

2 – Perguntas-chave podem ser elaboradas pelas crianças e conduzidas pelo professor.

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Para que servem as escavadeiras? Que tipo de trabalho elas realizam? Por que o barulho que elas fazem é tão alto? É possível estudar na escola enquanto uma escavadeira trabalha? Qual o efeito desse barulho para os seres humanos? O que podemos fazer para amenizar o impacto desse som sem atrapalhar o trabalho sendo realizado?

3 – Em construção: As questões devem ser selecionadas com o intuito de afunilar o assunto estudado e pesquisado.

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Algumas perguntas podem gerar desinteresse por sua irrelevância, outas podem não ser suficientemente atrativas para que se tornem temas de um projeto. Cabe então ao professor verificar se existe realmente potencial no assunto de pesquisa. Também é interessante que ele esteja ciente se a escola ou o ambiente possui recursos necessários para que as perguntas iniciais sejam respondidas.

4 – A próxima etapa do projeto se refere à seleção de atividades que induzirá os alunos a pesquisar diferentes fontes, sempre com o objetivo de responder a situação-problema.

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Neste caso, podemos trazer um especialista em escavadeiras e construções para que sejam sanadas as primeiras dúvidas sobre a máquina e o trabalho que realiza. Posteriormente, pode-se verificar o impacto do som alto para o profissional, bem como nas pessoas que estão sendo afetadas de alguma forma pelo simples fato de estar na vizinhança.

5 – A cada pesquisa, os alunos devem registrar aquilo que estão aprendendo a colecionar, ou seja, todas as informações relevantes que respondam à “situação-problema”.

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Deve haver um registro visual e escrito. Após considerar todas as informações armazenadas, é necessário fazer um diagnóstico para saber se os estudantes já possuem uma resposta referente à questão inicial. Se não for o caso, devem ser criadas novas situações de pesquisa.

6 – A etapa final dá-se na explanação pública de tudo que foi pesquisando e aprendido durante todos os passos do projeto, bem como o resultado da pesquisa realizada.

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Essa explanação tem por objetivo que o conhecimento adquirido faça sentido para os alunos, utilizando a oralidade como uma forma de explicar significativamente a resposta que procuram.

Agora, é só usar a criatividade e desenvolver projetos que incentivarão cada vez mais o conhecimento em sala de aula. Feito isso, queremos saber como foi! Mande seu projeto pedagógico para a REA em rea.unaspress@unasp.edu.br .

 

Kemelly Ferreira é redatora da REA e estudante de jornalismo do Unasp.