Dia a dia com os professores e outros estudantes ajuda no desenvolvimento sociável e de habilidades dos autistas

O universo paralelo em que vivem os cerca de dois milhões de brasileiros com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um desafio para os pais e professores. Para os professores, é um desafio ter um aluno com essa característica dentro da sala de aula, entretanto, é seu dever promover meios para o desenvolvimento da criança ou adolescente autista. Os conflitos são inevitáveis, mas ao lidar com os alunos de maneira mais abrangente e menos simplista, o ambiente escolar pode ser realmente inclusivo.

Os autistas apresentam comportamento centrado em si mesmos, e entre as características mais marcantes está a falta de comunicação, o que torna a interação com as outras crianças mais difícil. Mas isso não deve ser desculpa para colocar a criança numa escola separada/especial.

O diagnóstico do autismo muitas vezes limita o desenvolvimento da criança, porque geralmente é feito até os três anos de idade. O que de fato vai colaborar para o desenvolvimento de um autista são os estímulos que recebe. Em muitos casos, ao pais negam que o filho tenha o transtorno.

Cabe aos professores ajudar a identificar o autismo e orientar os responsáveis. Por passar muito tempo interagindo com as crianças, os professores conseguem observar características que indiquem o autismo, que até os próprios pais talvez não tenham percebido. “É fundamental que qualquer alteração no desenvolvimento da criança ou dificuldade que chame a atenção seja alertada para a coordenação, direção e pais”, alerta Adriana Kuperstein, diretora da Re-Fazendo Assessoria Educacional Especial para TEA’s de Porto Alegre (RS).

Ainda na escola, é preciso pensar também nas adaptações para inclusão desses alunos. O conteúdo precisa ser adaptado e apresentado de forma interativa, bem como o ambiente, como apoios visuais e físicos, por exemplo.

Materiais disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Autismo.

CARTILHA: DIREITO DAS PESSOAS COM AUTISMO

RETRATOS DO AUTISMO NO BRASIL

 

Camila Torres é redatora da REA e estudante de jornalismo do Unasp.