5 estratégias para dinamizar o ensino

A prática docente não deveria se restringir à exposição de conteúdos. Existem à disposição do professor diversas estratégias que podem favorecer o pensamento reflexivo, crítico, inovador e criativo do aluno.

Carteiras simetricamente alinhadas. Na lousa, apenas apagador e pó de giz. O sinal do intervalo toca. A turma entra silenciosa e toma seus lugares. O professor assume sua posição no tablado um pouco acima dos alunos. A aula começa. O professor fala. Os alunos apenas acenam com a cabeça e copiam. Tudo prossegue na maior normalidade até o soar do sinal anunciando o término das aulas.

Cenário ainda comum em algumas escolas, mas incapaz de dar conta do completo desenvolvimento do aluno. O professor não é mais o ser divino detentor do saber. Pelo contrário, ele é um mediador preparado não apenas para ensinar, mas também para aprender com seus educandos.

Segundo as professoras Betania Stange Lopes e Gildene do Ouro Lopes Silva, discentes do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, a prática docente não deveria mais se restringir apenas as aulas expositivas. O educador precisa “buscar novas estratégias de ensino, que extrapolem o simples repassar de conhecimento, com a intenção de facilitar a aprendizagem significativa dos alunos”, destacam.

E afim de auxiliar no desenvolvimento de novas atividades, listamos cinco ideias de estratégias de aprendizagem. Aplicadas com criatividade elas podem ser um sucesso:

  1. Brainstorm

 Gif 1 brainstorm

Nem toda tempestade é ruim! A de ideias, por exemplo, estimula nos alunos a geração espontânea e natural do pensamento. Escolha uma temática que sugira diversas opiniões. Incentive os alunos a expressar em palavras ou frases curtas as ideias sobre a questão proposta. Anote tudo sem fazer julgamentos. Em seguida, organize e selecione as ideias espontâneas a fim de chegar em conceituações.

  1. Júri Simulado

 

Gif 2 - juri

Dos tribunais para a sala de aula. Essa estratégia consiste na simulação de um júri. Escolha uma temática estudada e conhecida pelos alunos. Selecione um estudante para ser o juiz e outro para fazer o papel do escrivão. Os demais integrantes da classe devem ser divididos em quatro grupos: promotoria, defesa, conselho de sentença e plenário.  Dê alguns dias para a promotoria e a defesa preparar os trabalhos, sob a orientação do docente. Ao juiz cabe manter a ordem no dia do júri e formular os quesitos ao conselho de sentença. O escrivão tem a função de fazer o relatório dos trabalhos e o plenário fica responsável por observar e avaliar o desempenho da promotoria e da defesa.

  1. Dramatização

Gif 3 – dramatização

Quem disse que um pouco de drama não se encaixa com ensino? A teatralização de um problema ou situação perante os estudantes equivale a apresentar-lhes um caso de relações humanas. A estratégia ainda traz a realidade para a sala de aula e desenvolve a habilidade de expressão oral. Escolha um tema juntamente com os alunos. Estudem os papeis da atuação e os distribua entre a turma. Em seguida, dê asas à imaginação. Luz, câmara e ação!

  1. Solução de problemas

Gif 4 – problemas

Quem não enfrenta problemas no dia a dia? Sendo assim, nada melhor do que levar para a sala de aula problemáticas que exijam dos alunos pensamento crítico, reflexivo e criativo. Apresente ao educando um determinado problema, mobilizando-o para a busca da solução. Oriente-os no levantamento de hipóteses e na análise de dados. Em seguida, execute as operações e compare as sugestões de soluções expostas pelos alunos.

  1. Grupo de Verbalização e de observação (GV/GO)

Gif 5 – observação

Debates saudáveis são sempre bem-vindos! Essa atividade consiste na análise de temas ou problemas sob a coordenação do professor. Divida os estudantes em dois grupos: um de verbalização (GV) e outro de observação (GO). Os alunos são organizados em dois círculos. Escolhe-se previamente um tema familiar a todos.  Enquanto, o GV expõe o assunto de forma dinâmica, o GO observa tudo atentamente e registra pontos conforme orientação dada pelo mediador, que pode ser o professor ou um aluno. Em seguida, o GO expõe suas observações gerando um debate na turma. Ao final, o professor pode incluir elementos a mais da discussão.

Agora é só colocar as mãos na massa, pesquisar e dar significado a essa aventura do processo de aprendizagem!

 

Luciana Ferreira é redatora da REA, graduada em Letras e estudante de jornalismo do Unasp.

 

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2 Comentários

  1. Graciane

    Parabéns!!!! Super gostei das dicas

     
  2. Luciana Ferreira Silva

    Obrigada Graciane.

    Continue apreciando nosso conteúdo e contribua com sugestões e novas ideias!

     

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