Sabe aquela carreira dos sonhos do seu aluno? Descubra como ajuda-lo a achar o rumo certo.

Todo fim de ano, é o mesmo desespero para o terceiro ano do Ensino Médio. Com a faculdade batendo às portas, é comum ver alunos sem nenhuma ideia se são “de humanas, exatas ou biológicas”. Com 17 anos, eles já sentem o peso de escolher a profissão “para a vida toda”.

Para sanar as dúvidas, a solução imediata aderida pela escola é o teste vocacional. E com a facilidade da internet, os estudantes encontram inúmeros testes online gratuitos. O problema é que muitas vezes o teste não é suficiente. Além disso, cada dia surge uma profissão nova, o que dá um nó ainda maior na cabeça dos indecisos.

Não é preciso ser nenhum expert para entender as consequências diretas de uma má orientação vocacional. Os altos índices de evasão no Ensino Superior estão aí para provar o fato. Todo mundo conhece alguém que desistiu de um curso, ou mudou de graduação no meio do caminho. Para evitar escolhas precipitadas, os professores podem ajudar (e muito) os alunos! E nós pretendemos te orientar no processo! Confira nossas dicas:

  1. Você não precisa seguir a mesma carreira a vida toda!

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Ainda é comum na sociedade a ideia de que a escolha profissional determina o futuro para sempre. Felizmente, tornou-se comum ver pessoas com mais de uma formação, ou que abandonaram uma carreira de sucesso para seguir um sonho. Claro, a realização pessoal com o curso escolhido é importante, mas conscientize seu aluno de que, se não der certo, não é o fim do mundo!

  1. Vire o jogo

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Com as múltiplas profissões que surgem a cada dia, o aluno se vê em uma enrascada. Ele se sente em uma sorveteria: cheio de opções, mas tendo que escolher um único sabor para experimentar. Como professor, você pode ajudar a identificar a área de conhecimento que ele tem mais afinidade, para depois descartar opções. Faça com que a indecisão não seja um empecilho, mas sim uma expansão de horizontes, um cardápio com novas opções. Certamente ele achará o sabor favorito em algum momento!

  1. “E quando eu vou usar isso na minha vida?”

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Se essa não é a frase mais ouvida pelos professores, ela com certeza está no Top 10. Muitos professores acham que é uma pergunta desaforada, mas acredite, ela pode ter um fundo de sinceridade! Por isso, esteja prevenido e puxe um gancho na matéria para comparar com situações reais, vivenciadas por profissionais. Por exemplo: se você é professor de matemática, já deve estar cansado de ouvir essa sentença; mas que tal mostrar a utilidade de Bhaskara na engenharia e arquitetura?! Seja criativo!

  1. Quanto mais cedo, melhor!

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Quem disse que as profissões só devem ser abordadas com a galera do Terceirão? É claro que o tema tem mais peso sobre eles, mas é possível apresentar as áreas de atuação desde o primeiro ano do Ensino Médio, ou até mesmo no Fundamental. As crianças sempre pensam no que querem ser quando crescer, então nada mais oportuno do que trabalhar o assunto no decorrer dos anos escolares! Raramente a vocação do aluno virá nos acréscimos do segundo tempo. Pelo contrário, quanto antes eles decidem o curso, mais tempo convivem com a decisão, além de ficarem menos tensos no vestibular.

  1. O artista interior

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Está para ser inventado um jeito melhor de organizar ideias do que em um mural! Provavelmente, os murais da sua escola estão em pontos estratégicos, para chamar a atenção dos alunos. Sendo assim, que tal elaborar um mural de profissões? É interessante encarregar os próprios estudantes da montagem do mural, que pode conter dados sobre as profissões, além de um calendário marcando as datas dos vestibulares. Tudo tem que ser bem chamativo! Dica: trabalhe uma profissão por mês, por exemplo. Assim, um grande número de carreiras pode ser contemplado.

  1. Uma visão profissional

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Invista em palestrantes e profissionais de várias áreas, que venham periodicamente na escola contar mais sobre a rotina no trabalho. Eles certamente terão dicas preciosas e responderão melhor às dúvidas dos alunos. É interessante fazer uma enquete na sala, onde os alunos escolhem a carreira de maior interesse. Também é válido promover visitas de campo a locais reais de trabalho, e a universidades.

  1. A palavra final é, unicamente, do aluno!

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Essa pode ser uma dica clichê, mas é preciso entender que o estudante é o único capaz de escolher a carreira “ideal”. Não permita que ele seja influenciado pelo sonho dos pais, pela empresa que está há anos na família, pela carreira que ganha mais dinheiro, ou qualquer outro fator que o desvie do foco. Conscientize-o de que é falácia a “Tríplice do Emprego Garantido” (mais conhecida como Medicina, Engenharia e Direito), pois qualquer profissão exige empenho e muito estudo! Repita incansavelmente que ele só deve optar por um curso se realmente sentir amor por aquilo. No fim, ele que arcará com uma escolha errada. Ou será feliz depois de uma decisão acertada. E se você, professor, tiver um dedinho no meio do sucesso do seu aluno, não haverá gratidão maior!

 

Evelyn Apolinário é redatora da REA e estudante de jornalismo do Unasp.