Em tempos de individualismo e egoísmo, a escola deve se preocupar em incentivar os alunos a participar de ações sociais nas quais eles aprendam valores como cidadania e solidariedade.

Furacão Irma. Terremoto no México. Atentados na Somália, Nigéria, miséria no Brasil, no bairro, na rua, na esquina… Enquanto alguns alunos são arrancados das salas de aulas, outros prosseguem sentados virados para o quadro e de costas para o sofrimento no mundo. E onde fica a escola em meio a tudo isso?

Cerca de 72% de brasileiros nunca se envolveram em ações voluntárias. Ou seja, mais da metade da população ainda não ligou os desastres à ajuda desinteressada. É aí que a escola entra. Para além das letras, dos números, do papel e da caneta, ela deve se tornar uma agência do bem ao desenvolver a cultura do voluntariado.

O trabalho humanitário educativo requer aplicação de práticas sócias. Metodologia na qual se une teoria e prática. As experiências devem ser planejadas de modo a integrar os conteúdos curriculares e incentivar a participação do jovem em ações em prol do próximo.

E para quem acha que essa ideia é nova, dê uma olhada nas ações realizadas em escolas de São Paulo e se inspire:

Colégio Adventista de Santo Amaro

A instituição estimula os alunos a observarem as necessidades das pessoas da comunidade, e assim auxiliá-las. Os pupilos já distribuíram sopas e água para os moradores de rua; palavras de conforto e esperança por meio da Bíblia e oração. Outra atividade, foi a escola Cristã de férias. Organizada por sete alunos, a ação atendeu crianças carentes da comunidade durante uma semana.

Colégio Adventista de São Roque

Nessa escola, os alunos distribuíram cestas básicas para pessoas carentes. Além disso, durante uma enchente na região, os educandos se mobilizaram para recolher roupas e alimentos e assim auxiliarem a prefeitura a atender os moradores atingidos pela catástrofe. Mas os alunos não pararam por aí. Visitas feitas a um asilo consistiram em uma experiencia enriquecedora.

Comunidade Yes – Colégio Adventista da Cidade Ademar

Os alunos dessa comunidade entenderam que além de ajudar os de fora, é preciso auxiliar os de dentro. Em um dos projetos de voluntariado, eles se solidarizaram com um colega de classe que enfrentava várias dificuldades econômicas e familiares.

As ações de voluntariado trazem vários benefícios para os alunos e para o mundo. As experiências vividas pelos educandos na idade escolar são fundamentais para os projetos de vida, sejam pessoais, profissionais ou acadêmicas. E ainda favorecem o enfrentamento de desafios e resolução de problemas.

Quer contribuir para o desenvolvimento integral de seu aluno? Deixe um pouco a teoria de lado, una conhecimento intelectual com ações de solidariedade e estenda a mão!

 

Luciana Ferreira é redatora da REA graduada em Letras e estudante de Jornalismo do Unasp.