Seguir o caminho do ensino nem sempre é uma decisão fácil, e o sonho de Claudia Alves nunca foi ser professora. A vida, porém, a surpreendeu, e hoje ela não se vê exercendo outra profissão.

Nascida em Governador Valadares (MG), em 1978, Claudia cresceu numa família pequena, de apenas dois membros: mãe e irmão caçula. Quando pequena, a letra bonita e bem desenhada chamava a atenção de todos. Consequentemente, lhe diziam que deveria ser professora quando crescesse.

Durante a adolescência, começou a se incomodar com a ideia ao ver sua tia correndo, todos os dias, para dar conta das atribuições que a docência lhe impunha. Ainda no ensino médio, tentando fugir da educação, Claudia realizou um curso técnico de Processamento de Dados, mas nunca atuou na área.

Após concluir os estudos, surgiu o interesse de cursar uma faculdade, e Claudia decidiu ingressar no antigo Instituto Adventista de Ensino do Nordeste (IAENE) – hoje Faculdade Adventista da Bahia (FADBA). Ela lembra que, na época, as faculdades particulares em Governador Valadares eram muito caras e não havia universidade pública na cidade.

No IAENE só eram oferecidos três cursos: Administração de Empresas, Fisioterapia e Pedagogia. A opção escolhida por ela surpreendeu a todos. Até aquele momento, o curso de Pedagogia não estava em seus planos, mas, segundo ela, cursá-lo foi a melhor escolha de sua vida.

Em 2005, Claudia se formou e mudou-se para a cidade de Itabuna, no sul da Bahia, onde trabalhou em sua primeira escola. Inicialmente, desempenhou o papel de coordenadora pedagógica da educação infantil do Colégio Adventista, depois do ensino médio, entre 2007 e 2010. Em momentos distintos atuou como diretora, de 2011 a 2015, e coordenadora de campo da Associação Bahia Sul, em 2014. “Em cada uma destas experiências pude aprender muito, vivenciando momentos e contextos distintos da gestão escolar. Esta troca constante nos enriquece muito”, relata.

No fim de 2015, Claudia recebeu um chamado para ir trabalhar no Colégio Adventista da Bahia, instituição de educação básica ligada à FADBA, onde se formou. Isso foi motivo de gratidão e grande alegria para ela. Lá, Claudia já desempenhou distintas funções. Em 2016 foi coordenadora do ensino médio, assessora pedagógica da faculdade por um período e, entre 2017 e 2018, voltou a ser coordenadora do ensino médio.

O contato com alunos e famílias é a motivação de Claudia. Ela conta que o ato de entender cada indivíduo torna a escola um ambiente muito rico, de profundas aprendizagens, sobretudo para os educadores. “Perceber como a educação, e de modo especial a educação adventista, pode influenciar e transformar a vida de cada aluno é encantador. Ver a maneira como muitos meninos chegam e, depois de algum tempo, vê-los transformados é especial”.

Atualmente, Claudia exerce a função de diretora no Colégio Adventista da Bahia. A paixão pela educação pode ser vista em seus olhos. “Amo a educação, sobretudo pelas possibilidades de influenciar positivamente a vida dos alunos e suas famílias. Sei que ainda tenho muito a aprender, mas todas estas experiências já têm sido bastante significativas em minha vida”, finaliza a educadora.

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Texto escrito por Thais Fowler, estudante do 3º ano de Jornalismo do Unasp-EC e estagiária da REA
Revisão por Alysson Huf, coeditor da REA