Categoria: Ensino FundamentaI II (Página 1 de 3)

PERFIL: Siloé Almeida

Por baixo dos cabelos grisalhos, Siloé Almeida guarda muita história para contar. Nascido no verão de 1952, no município de Carazinho (RS), foi criado em um lar adventista. “Sou de uma família pioneira. Sou a quinta geração na igreja, e meus netos são a sétima”, conta. A vida profissional dele foi influenciada diretamente pelo que observava em casa.

Com olhos atentos de garoto, reparava no amor que seu pai, Maurílio Albuquerque de Almeida, nutria pelo evangelismo e pela missão. Isso o motivou a seguir o mesmo caminho. O senhor Maurílio era líder da Igreja em Carazinho e sempre hospedava em casa os pastores que visitavam a cidade. Esses encontros foram estímulos para que o pequeno escolhesse seu futuro. “Eu observava tudo da vida deles. No púlpito e fora dele. Foram grandes exemplos e inspiração para mim”, relembra Siloé.

Criança esperta e envolvida nas atividades da igreja, aos 12 anos Siloé já tinha em mente o que queria ser quando crescesse. Aspirava ser pastor, mas nem tudo na vida saiu como o planejado: “Nunca fui pastor de igreja, mas de cada profissão e função que exerci, fiz um ministério”.

Seu desejo de ser pastor mudou de rota em 1967, quando possuía apenas 15 anos de idade. Na época, era aluno do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS) e, como de costume, frequentava a igreja aos finais de semana. No entanto, num culto singular, as músicas e a mensagem atingiram seu coração de uma forma diferente, e naquele momento ele soube qual seria seu propósito de vida. “Na hora do culto senti o chamado de Deus para ser um missionário em qualquer profissão ou função que eu viesse a exercer”, relembra.

Cinquenta e dois anos se passaram desde a decisão que foi o norte em sua caminhada pessoal e profissional. Siloé não trabalhou diretamente na igreja, mas em seu ministério atuou como jornalista, administrador e professor. E em todos esses trabalhos, procurou agir com muito esmero. “Sempre trabalhei no cargo em que estava como fosse o único e o último da vida. Era dedicação total e foco”, acrescenta o educador.

Em 1977, no início de sua carreira, lhe ocorreu a ideia de padronizar os uniformes da rede adventista de educação. Siloé era diretor do Colégio Adventista do Brooklin, em São Paulo. Trabalhou durante dois anos na função e nesse pouco tempo desenvolveu projetos cujos resultados podem ser vistos até hoje. Uma delas foi a padronização dos uniformes da rede.

Ele conta que, em sua época de diretor, as escolas adventistas em São Paulo realizavam encontros. Nesses eventos, pôde observar a disparidade entre os uniformes de cada escola. “Era triste de ver”, comenta. Por essa razão, despertou o desejo de transformar a imagem da instituição corporativa. “Meu sonho era ver alunos dos colégios adventista nas grandes emissoras e serem reconhecidos pelo uniforme”, destaca.

Pouco tempo após ter proposto a padronização dos uniformes usados na rede adventista de ensino, a produção das peças foi iniciada. E hoje, aquilo que parecia apenas um detalhe, é motivo de reconhecimento em todo o país.

Em meio a uma rotina sobrecarregada, seu ministério exigiu também abnegação. Ter tempo de qualidade com a família se tornou um desafio em meio a tantas viagens a trabalho. Essa ausência gerou alguns conflitos em casa. Seu filho mais novo, Siloé João de Almeida Júnior, passou a ter dificuldades na escola. “Eu percebi que [a causa] era a minha ausência”, admite o pai.

Siloé pediu demissão e dedicou um ano e meio, praticamente dentro de casa, ao filho que estava reclamando de não ter sua presença. Com base em seus princípios, deixa claro o motivo: “educação é prioridade”.

Atualmente, é palestrante e consultor de Administração e Comunicação. Roda o Brasil fazendo palestras e sempre que consegue leva a esposa junto. “Quando a gente encontra a mulher dos sonhos, a gente quer a presença dela”, conta sem esconder sua admiração pela companheira. Há 43 anos, Marisa Amorim de Almeida é “cúmplice” das conquistas do marido. Juntos, educaram seus três filhos, que também são frutos da educação adventista, e hoje curtem a companhia dos seis netos.

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Texto escrito por Isabella Mendes, estudante do 2º ano de Jornalismo do Unasp-EC e estagiária da REA
Revisão por Alysson Huf, coeditor da REA

 

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