o poder da palavra e seus sentidos no contexto da escola

Se há um tema sobre o qual parece haver consenso dentro dos estudos da linguagem é o de que podemos proferir X para, na verdade, significar Y. Oliveira e Basso, em Arquitetura da conversação – teoria das implicaturas, ilustram isso assim: Pedro e João são amigos, moram em Florianópolis e praticam o surfe. Ambos sabem que as melhores ondas acontecem quando começa a chover. É terça-feira. Mesmo assim, em pleno horário de expediente, Pedro liga para o escritório de João e diz: “- Tá chovendo”. E este responde: “- A gente se encontra onde?” Ora, sabemos que Pedro não teve a intenção de significar X, isto é, de informar o que João já sabia sobre a chuva, mas de significar Y, ou seja, convidar o amigo para irem surfar. E é justamente a Y que João acertadamente responde.

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